CUCA FRESCA E MÃO NA MASSA

A BUSCA DO PRAZER NA APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS

Autores

  • Vilson J. Leffa UFPel

Palavras-chave:

aprendizagem criativa, tecnologias ativas, autonomia na aprendizagem, gamificação, prazer da aprendizagem

Resumo

O objetivo da apresentação é demonstrar o papel do prazer na aprendizagem. Parte-se do pressuposto de que o prazer pode ocorrer em três níveis diferentes, relacionados ao nível de engajamento do aluno na atividade. Quando não há engajamento, o nível de prazer é 0.0. É o que acontece tipicamente na aula expositiva, tanto no modelo tradicional de ensino como no modelo mediado pelas tecnologias digitais, com ênfase na exposição de conteúdo para um aluno passivo, sentado na frente do professor ou da tela. O nível 0.0 caracteriza-se, portanto, pela inatividade do corpo. É o que chamarei de fase da contemplação. O nível de prazer 1.0 é alcançado quando o corpo entra em ação. Aprendemos fazendo, mexendo na realidade, pondo a mão na massa, interagindo com o entorno e produzindo mudanças no mundo. Não aprendemos mais apenas pela contemplação do conteúdo que é ensinado, mas pela ação do corpo. É o que tipicamente caracteriza a aprendizagem ativa, com o uso de metodologias como o ensino híbrido, a sala de aula invertida, a aprendizagem baseada em tarefas, as web quests e a aprendizagem baseada em games, entre outras. É o que chamarei de fase da descoberta. Finalmente, no nível 2.0 atinge-se o ponto mais alto do prazer. Vamos não só além da contemplação da realidade exposta pelos professores e livros, mas também além da realidade que descobrimos pela nossa ação sobre o mundo. Cria-se uma harmonia entre o corpo e a mente, que se unem para ir além da descoberta do que já existe, na tentativa de criar o que ainda não existe. É o que tipicamente caracteriza a aprendizagem criativa, com base na autonomia do aluno, que não depende mais de ser ensinado para aprender. É o que chamarei de fase da invenção. A conclusão é de que o prazer da aprendizagem aumenta à medida que o aluno evolui da contemplação para a descoberta e da descoberta para a invenção. Para isso ajuda muito pôr a mão na massa, fazendo do corpo uma extensão da mente.

Biografia do Autor

Vilson J. Leffa, UFPel

Doutorou-se em Linguística Aplicada pela Universidade do Texas em 1984 e trabalhou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, da qual se aposentou. Como professor e pesquisador tem atuação nas áreas acadêmica, de formação de recursos humanos e de gestão científica. Na área acadêmica, tem publicado artigos, capítulos de livro, livros e trabalhos em anais de congressos, tanto no Brasil como no exterior. Na área de formação de recursos humanos, orientou teses, dissertações e trabalhos de iniciação científica; contribuiu para a formação de líderes de pesquisas que atualmente atuam em outras universidades com projetos cadastrados nos grupos de pesquisas do CNPq e com quem mantém constante interlocução. Na área de gestão científica e acadêmica, foi duas vezes presidente da Associação de Linguística Aplicada do Brasil (ALAB), atuou como coordenador da área de Artes e Letras na FAPERGS, foi duas vezes avaliador do Plano Nacional do Livro Didático em língua estrangeira; criou o Periódico Linguagem e Ensino, e foi durante muitos anos seu editor científico. Mais recentemente concentrou-se no estudo das tecnologias digitais no ensino de línguas, incluindo a produção de Recursos Educacionais Abertos e ensino a distância.

Downloads

Publicado

2021-11-24

Como Citar

LEFFA, V. J. . CUCA FRESCA E MÃO NA MASSA: A BUSCA DO PRAZER NA APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS. Anais do Encontro Virtual de Documentação em Software Livre e Congresso Internacional de Linguagem e Tecnologia Online, [S. l.], v. 10, n. 1, 2021. Disponível em: https://nasnuv.com:443/ojs2/index.php?journal=CILTecOnline&page=article&op=view&path[]=969. Acesso em: 5 fev. 2023.

Edição

Seção

Conferências Convidadas

Categorias